Engana-se quem acha que dissertarei sobre a relatividade do tempo. Também não vou dissertar sobre os mil compromissos que andaram colocando em stand by a minha identidade vermelha. Não. Hoje quero falar de uma faceta do tempo. Esta que depende da minha soberana vontade.
Quantas vezes você já ouviu dizer: tempo é a gente quem faz? Já ouvi várias. E várias vezes discordei. Hoje humildemente volto atrás. Tempo depende de tesão. Reconheço: estive longe porque estava sem tesão.
Na verdade, estive lisérgica. Deram-me uma poção de bruxa e se esqueceram de deixar o antídoto. Tinha asas, mas estava agarrada a uma vassoura. Em noites de lua cheia, até corri o risco de ser vista manchando a claridade do luar ou saindo por aí engasgando brancas sem neve. Ainda assim, houve gente achando que valia a pena deitar-se na minha cama. Ok. Isso eu só imagino. Mas o convite está em aberto. Parênteses: não pense que este é um convite gratuito. Deitar-se na minha cama não exige gênero. Exige qualidade. Os incautos que se cuidem. Ou se entreguem.
Mas saindo da autopromoção, voltemos ao tempo. Ao tempo que condimentou minha ausência compulsória. Andei passando mais tempo na estrada que na cama. E com as mãos e atenção ocupadas - o que não permitia sequer o uso do meu livro eletrônico de anotações. E enquanto meus olhos passeavam pelo negro brilhante do asfalto e o verde coruscante das vegetações mineiras, a imaginação plantava meus amigos, meus livros e meus pendrives numa página que havia perdido a identidade. E os porquês se acumulando em pontos de interrogação.
Descobri. Não sei lidar com a rotina. Sou imediatista, impaciente e amadora de novidades. Tanto tempo na net me jogou em doloroso estado rotineiro. Nos últimos tempos eu me sentia repetitiva, achatada, sem nenhum charme – aqui, ali e acolá. Até as expectativas se tornaram rotineiras. Pensei: putz! Vou cometer suicídio literário por inanição. Acordei: preciso reencontrar o tesão. Nem que seja em nova ou antiga paixão.
Mudaram-se as estações. E esta mudança veio na forma, nas letras e no tesão de uma amada paixão. Foi assim: o vento do acaso levantou as cinzas. As brasas brilharam luxuriantes. O corpo e alma sucumbiram e se entregaram e se abriram: a antiga mania de paixão eclodiu. Viu? Tesão! Sou movida a esta emoção.
Talvez um dia eu queira a sorte de um amor tranqüilo ou de um tempo a conta-gotas ou de um blog da cor do outono. Um dia. Hoje, sou primavera. Que venham novos brotamentos e que explodam novas paixões. Meu compromisso é com a emoção. Em mim, na escrita, em todas as direções.
O barco chamado desejo está de partida. Quer carona?
Quantas vezes você já ouviu dizer: tempo é a gente quem faz? Já ouvi várias. E várias vezes discordei. Hoje humildemente volto atrás. Tempo depende de tesão. Reconheço: estive longe porque estava sem tesão.
Na verdade, estive lisérgica. Deram-me uma poção de bruxa e se esqueceram de deixar o antídoto. Tinha asas, mas estava agarrada a uma vassoura. Em noites de lua cheia, até corri o risco de ser vista manchando a claridade do luar ou saindo por aí engasgando brancas sem neve. Ainda assim, houve gente achando que valia a pena deitar-se na minha cama. Ok. Isso eu só imagino. Mas o convite está em aberto. Parênteses: não pense que este é um convite gratuito. Deitar-se na minha cama não exige gênero. Exige qualidade. Os incautos que se cuidem. Ou se entreguem.
Mas saindo da autopromoção, voltemos ao tempo. Ao tempo que condimentou minha ausência compulsória. Andei passando mais tempo na estrada que na cama. E com as mãos e atenção ocupadas - o que não permitia sequer o uso do meu livro eletrônico de anotações. E enquanto meus olhos passeavam pelo negro brilhante do asfalto e o verde coruscante das vegetações mineiras, a imaginação plantava meus amigos, meus livros e meus pendrives numa página que havia perdido a identidade. E os porquês se acumulando em pontos de interrogação.
Descobri. Não sei lidar com a rotina. Sou imediatista, impaciente e amadora de novidades. Tanto tempo na net me jogou em doloroso estado rotineiro. Nos últimos tempos eu me sentia repetitiva, achatada, sem nenhum charme – aqui, ali e acolá. Até as expectativas se tornaram rotineiras. Pensei: putz! Vou cometer suicídio literário por inanição. Acordei: preciso reencontrar o tesão. Nem que seja em nova ou antiga paixão.
Mudaram-se as estações. E esta mudança veio na forma, nas letras e no tesão de uma amada paixão. Foi assim: o vento do acaso levantou as cinzas. As brasas brilharam luxuriantes. O corpo e alma sucumbiram e se entregaram e se abriram: a antiga mania de paixão eclodiu. Viu? Tesão! Sou movida a esta emoção.
Talvez um dia eu queira a sorte de um amor tranqüilo ou de um tempo a conta-gotas ou de um blog da cor do outono. Um dia. Hoje, sou primavera. Que venham novos brotamentos e que explodam novas paixões. Meu compromisso é com a emoção. Em mim, na escrita, em todas as direções.
O barco chamado desejo está de partida. Quer carona?
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mid: como uma onda - tim maia